Ciclo
A vida é um constante fluxo d’água. Aliás, os seres humanos são pequenas “gotículas”, por vezes ínfimas que se submetem a uma grandiosa timeline indefinida e que se deformam continuamente por estarem submetidas a uma tensão (mesmo que pequena). Também respondem a uma redução de seu volume próprio ao estarem sujeitas a ação de outras forças.
Na rota de ascensão, buscam a evolução pessoal, do conhecimento, do ser… Como um vetor direcionado ao topo do eixo vertical, iniciam de modo precário buscando a elevação individual e coletiva (?). Porém, estão sujeitas à certas reações adversas, tais como a força da gravidade, o vento, o atrito, entre outras. Ainda suportando reações do grupo, como outras gotas que as empurram violentamente, tentando passar sobre elas (respondendo perante estímulos internos ou externos) exercendo maior velocidade ou pressão inicialmente gerada pela força hidráulica.
Nesse contexto, questiono se de fato, a evolução do ser humano não está virando um retrocesso: de conceitos, de moral, de valores, entre outros. Em uma era onde tudo se torna “mais fácil”, as pessoas tornam-se cada vez mais pútridas e descartáveis.

E quanto às gotículas citadas anteriormente? Aos poucos a força de cada uma delas vai se esgotando, e a ação da gravidade torna-se mais forte, empurrando-as em direção contrária. Com o tempo novas gotas devem surgir, porém a ação histórica resulta em piores condições para elas: a corrosão dos canos provoca vazamentos que impedem algumas delas de chegarem até o destino; a água acaba levando impurezas junto ao fluxo e essas impurezas fazem uma obstrução da boca do chafariz, que provoca impedimento precoce de certas gotas e faz outras serem expelidas com pouca força ou em direções oblíquas; gotas empurram outras com maior força agora (seleção natural?); muitas sofrem grandes modificações, afinal fluídos se deformam dependendo das condições, peculiaridades e ambiente em que se encontram; a força de compressão torna-se mais fraca, pois é distribuída para um maior volume de água, além de responder à todas as reações citadas.
Então, questionam sobre isso: a origem. Onde está essa bomba hidráulica? Por que somos obrigados a seguir essa direção? De onde surgiu essa fluxo dinâmica? A origem é incerta… a certeza é apenas uma: a queda (a morte). Ela permanece em background firme e imponente, observando (e aguardando) a falência de cada uma das gotículas, além de muitas vezes intervir (adiantando o processo).
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Tersis Zonato é natural de Curitiba/PR. Formado em Desenho Industrial - Programação Visual pela PUCPR, faz parte da pH Design desde 2006, onde desenvolve projetos voltados para web, interfaces, aplicações utilizando a plataforma Flash com linguagem actionscript e XML. Especialista em Design de Interação pelo Instituto Faber-Ludens, faz parte da empresa Zeta Comércio de Software, onde contribui com o Projeto Zeta. Ler mais »
1 comentário
Viviam passou por aqui… e adorou o texto!Parabéns pela inspiração!